Noruega-Portugal, 1-2: os destaques do triunfo português
A capacidade de pressão do avançado foi um dos elementos decisivos para o triunfo português. Se na finalização o jogador do Milan pode ser colocado ao nível do habitual titular, Cristiano Ronaldo, no trabalho de pressão a diferença é evidente. Foi precisamente dessa ação sem bola que nasceu o 2-1: intercetou um passe fraco de Nyland e picou a bola com precisão. Repetiu a receita no lance do 3-1, ao desarmar o infeliz guarda-redes e marcar novamente. O golo acabaria anulado por meia dúzia de centímetros. Voltou a influenciar o resultado como titular, sem depender de quem lhe colocasse a bola. Resolveu por si.
A Noruega acabara de chegar à igualdade, aos 51 minutos, dando alguma justiça ao resultado. A resistência portuguesa podia começar a ceder nesse momento. Porém, Gonçalo Ramos manteve-se alerta e construiu sozinho o caminho para o 2-1, vantagem que Portugal conseguiu defender até ao apito final.
João Félix: depois de ter sido a figura do Portugal-País de Gales, voltou a sobressair, embora sem atingir o nível de quinta-feira. O ponto alto da sua exibição foi claramente o golo. O avançado do Al Nassr recebeu e finalizou com classe mundial, praticamente sem preparação. Não encontrou grande entendimento com Gonçalo Ramos, mas desempenhou igualmente um papel relevante na pressão sobre os médios adversários. Entre os jogadores ofensivos, foi o único a cumprir os 90 minutos.
Erling Haaland: uma presença incontornável. Recorre à inteligência e à capacidade atlética para dar constantes dores de cabeça aos defesas. Desta vez, porém, encontrou alguém que o conhece bem: Rúben Dias, que foi conseguindo limitar-lhe os caminhos. Manteve um duelo constante com Diogo Costa, embora tenha feito poucos remates realmente ameaçadores. Aos 51 minutos, não desperdiçou e marcou de primeira. Para ele, um toque chega.
Rúben Dias: assinou uma das suas melhores exibições recentes pela seleção portuguesa. Somou interceções e bloqueios de remates fundamentais dentro da área, revelando grande maturidade na antecipação e na leitura dos lances.
Diogo Costa: uma prestação positiva no conjunto, mas com momentos de instabilidade. Fez defesas de elevada dificuldade, embora tenha responsabilidades no golo da Noruega, ao desviar a bola para a frente. Algumas saídas pouco convencionais aos cruzamentos também tornaram mais complicada a resposta defensiva às bolas paradas.
Antonio Nusa: mostrou-se solto e irreverente. O extremo do Leipzig, de 21 anos, trocou as voltas a João Cancelo em várias jogadas e colocou cruzamentos perigosos na área. Aliou um toque de bola a uma capacidade atlética claramente acima da média. Aos 84 minutos, ofereceu uma oportunidade de golo a Schjelderup, mas o extremo do Benfica não conseguiu concretizar.
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