Luís Pinto destaca mudança de atitude na reviravolta do Gil Vicente em Braga

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Luís Pinto destaca mudança de atitude na reviravolta do Gil Vicente em Braga

Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, analisou em conferência de imprensa a vitória por 2-1 no terreno do Sporting de Braga, no encontro em atraso da segunda jornada da Liga. O técnico dos galos reconheceu que a equipa mostrou respeito excessivo pelo adversário antes do intervalo, mas destacou a mudança de postura na segunda parte, decisiva para dar a volta ao resultado.

Na avaliação do treinador, o Gil Vicente teve momentos de uma boa entrada, embora demasiado condicionado pelo respeito pelo jogo. Depois do intervalo, apresentou outra atitude competitiva: manteve o respeito pelo Sp. Braga, mas deu maior prioridade à identidade que pretende construir. A equipa conseguiu conservar a bola durante mais tempo e ganhou capacidade nos duelos, tornando-se mais perigosa. Na fase final, precisou de sofrer para segurar o resultado, algo que Luís Pinto também considera revelador do sentido coletivo.

Sobre a baliza, o técnico salientou que a segurança não depende apenas das defesas. O jogo de pés, a confiança para atuar fora dos postes e as saídas que tranquilizam os companheiros são igualmente importantes. Destacou a grande resiliência de Lucão, que tem conquistado espaço através do trabalho, e elogiou a atitude de Samuel e de Picornell. Sublinhou ainda que esse processo resulta de um esforço conjunto, desenvolvido diariamente.

Luís Pinto atribuiu também grande importância às alternativas disponíveis no ataque. Explicou que Hector oferece características completamente distintas das de Kaba e Walace, ambos mais físicos. Walace, que sofreu uma lesão no último encontro da pré-época, tem sido utilizado de forma gradual. Para o treinador, dispor destas soluções permite responder ao que cada jogo exige. Kaba estava a trabalhar muito, mas encontrava uma marcação muito forte de Vitor Carvalho, enquanto Walace oferece maior capacidade para segurar a bola após a recuperação da posse.

Ao recordar o intervalo, o treinador afirmou ter sentido alguma apatia na equipa e um respeito excessivo pelo jogo. Na sua leitura, os jogadores estavam mais preocupados com o Sp. Braga do que com aquilo que pretendiam fazer em campo. Faltavam agressividade, procura da baliza contrária e iniciativa nos momentos em que podiam assumir o protagonismo. A diferença no segundo tempo esteve na capacidade de recuperar a identidade coletiva e jogar sem receio. Luís Pinto defendeu que a equipa pode perder, mas deve fazê-lo mantendo a forma de jogar que pretende adotar.

O técnico explicou ainda que as diferentes soluções posicionais ajudam a prolongar a posse de bola. Num estádio como aquele e perante um adversário com a qualidade do Sp. Braga, considerou essencial ter bola para evitar um tipo de jogo que não deseja. A intenção é conservá-la durante o máximo de tempo possível. Mais do que a ação de Lausen ou os movimentos de Prioste, entre baixar e permanecer dentro da estrutura, destacou a capacidade coletiva de alternar comportamentos, trazendo tranquilidade ao jogo e tempo para atacar.

Por fim, Luís Pinto elogiou a dedicação e o profissionalismo dos jogadores, que tornam mais fácil o trabalho da equipa técnica. Admitiu que, durante algumas semanas da pré-época, houve dificuldades em determinados comportamentos, mas assinalou uma mudança acompanhada de um crescimento significativo. A adesão às ideias propostas tem sido boa e, em quase todos os momentos do campeonato, a equipa tem mostrado saber o que pretende, tanto ofensiva como defensivamente. Apesar de considerar interessante o patamar já alcançado, o treinador mantém o foco na evolução. O objetivo passa por continuar a desenvolver a forma de jogar e encarar todos os encontros com a ambição de conquistar os três pontos.

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