Marco Silva centra atenções nas vitórias e afasta pressão da classificação

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Marco Silva centra atenções nas vitórias e afasta pressão da classificação

Marco Silva lançou o encontro com o Santa Clara com destaque para a confiança acumulada nos últimos triunfos, sem esquecer as dificuldades de um calendário com pouco espaço entre partidas. O treinador do Benfica valorizou a organização e os recursos individuais dos açorianos, ainda invictos no campeonato, e falou sobre o peso da classificação numa jornada em que os encarnados jogam após a vitória do FC Porto.

Na avaliação do técnico, a equipa atravessa um bom momento e está confiante depois de mais um triunfo convincente na Liga Europa. Recordou que, desde a paragem, o Benfica disputou três partidas e conseguiu três boas vitórias. Nesse percurso, salientou as duas exibições muito positivas em casa e o sucesso fora de portas, sublinhando a importância de vencer também como visitante. Sobre esse encontro fora, considerou que houve aspetos bem conseguidos e uma segunda parte bastante superior a determinados períodos da primeira. Acima de tudo, acrescentou, foi mais um resultado favorável, que contribuiu para reforçar a confiança do grupo.

Marco Silva reconheceu, contudo, que o intervalo reduzido entre jogos obriga a cuidados, havendo ainda uma viagem a realizar no próprio dia da antevisão. Recusou transformar essa circunstância numa desculpa, por entender que a equipa conhece o calendário e tem de estar preparada para responder às suas exigências. Explicou que esta fase implica conciliar a preparação do próximo compromisso com a recuperação dos jogadores utilizados na partida anterior. Antes de decidir para o encontro do dia seguinte, será necessário avaliar a condição de alguns elementos do plantel.

Quanto ao Santa Clara, descreveu-o como um adversário forte, sustentado pelo excelente trabalho da equipa técnica e pelos bons resultados alcançados. Para o treinador encarnado, chegar a esta jornada sem qualquer derrota constitui um indicador muito positivo. A análise feita permitiu-lhe identificar uma formação preocupada em manter uma boa organização, mas igualmente empenhada em causar dificuldades a quem defronta, em vez de se limitar a esperar pelo desenrolar do jogo. Sobretudo em casa, observou, a equipa açoriana procura assumir alguma iniciativa, de acordo com os encontros estudados nesta temporada.

O técnico destacou também a qualidade dos jogadores do Santa Clara, nomeadamente no setor ofensivo. Referiu a presença de elementos rápidos e ágeis nos corredores, capazes de fazer a diferença no um contra um, além de um avançado com muita experiência. No conjunto, vê uma equipa de grande qualidade, organizada e bem trabalhada, que colocará problemas ao Benfica. Por isso, antecipou a necessidade de os encarnados se apresentarem ao melhor nível para conquistarem os três pontos, objetivo definido para a deslocação.

Sobre a classificação, Marco Silva admitiu que não é agradável consultá-la, mas relativizou a importância de o fazer. Na sua perspetiva, quem se sente incomodado pode simplesmente evitar olhar, enquanto quem não é afetado por isso pode fazê-lo. A mensagem transmitida aos jogadores foi a de concentrarem atenções na própria equipa, procurarem vencer os seus encontros semana após semana e continuarem a trabalhar para esse fim, lembrando que ganhar é muito difícil.

O treinador explicou ainda que, ao preparar uma época com participação na Liga Europa, já se sabe que, na maioria das ocasiões, os jogos serão disputados depois dos compromissos de grande parte dos adversários. Considerou que a discussão sobre a pressão existiria igualmente num cenário de maior proximidade pontual, quer o Benfica estivesse à frente, quer entrasse em campo mais tarde. Pela experiência acumulada no futebol, entende que essa é uma dinâmica conhecida. Com a presença na Liga Europa e a maioria das partidas à segunda-feira, essa situação repetir-se-á sempre que os rivais conseguirem bons resultados.

Marco Silva notou que a pergunta incidia apenas sobre um adversário e que outro possivelmente jogaria ainda naquele dia. Sublinhou que o Benfica não conhece antecipadamente esses resultados nem os pode controlar, pelo que não vale a pena despender energia a pensar demasiado no assunto. Defendeu, assim, que a prioridade deve ser o trabalho da própria equipa e a conquista dos três pontos no dia seguinte, diante de um adversário de qualidade. Reforçou que consultar ou não a tabela depende de como cada um lida com ela, mas que o essencial é cumprir bem a tarefa que cabe aos encarnados.

Questionado sobre se o Santa Clara representa o teste mais exigente, o técnico respondeu que a classificação aponta nesse sentido, caso seja esse o único critério considerado. Acrescentou que, na preparação do encontro, essa leitura tem de ser reconhecida. Ainda assim, destacou sobretudo a qualidade da equipa açoriana, a sua organização e os argumentos individuais e coletivos como razões para esperar dificuldades. Lembrou também que se trata habitualmente de um campo complicado, tanto pelas suas características como pelas condições meteorológicas.

A partir da análise que realizou e das informações recebidas sobre anos anteriores, Marco Silva verificou que o relvado também provocou dificuldades em algumas ocasiões, principalmente devido ao clima dos Açores. As indicações atuais, porém, apontam para um terreno em condições de permitir bom futebol às duas equipas. O treinador espera, por isso, um bom encontro frente a um conjunto com qualidade, sem antecipar se será aquele que mais ou menos problemas colocará ao Benfica.

Para Marco Silva, o fundamental é a equipa estar preparada para aquilo que encontrar e conseguir resolver as questões que o próprio jogo lhe apresentar, tanto coletivamente como através das respostas individuais. Nesse contexto, realçou a importância da inspiração dos jogadores, explicando que o Benfica, em muitos momentos, orienta o seu futebol para explorar essa capacidade. A criatividade de alguns elementos é necessária, acrescentou, porque a forma de jogar da equipa procura precisamente estimulá-la.

Na visita a um adversário de qualidade que atua em casa, o treinador quer ver o Benfica assumir as suas responsabilidades, mostrar os seus argumentos e dar expressão à ambição de alcançar grandes conquistas no clube. A intenção passa por chegar aos Açores e impor o seu futebol, mantendo sempre um elevado respeito pelo valor do Santa Clara.

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