Marco Silva realça resiliência de Bah após dias difíceis por problemas familiares

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Marco Silva realça resiliência de Bah após dias difíceis por problemas familiares

Marco Silva salientou o peso do golo de Sudakov na vitória do Benfica frente ao Vitória de Guimarães, por 2-0. O treinador justificou ainda a ausência de Fredrik Aursnes da equipa inicial e deu conta do esforço de Alexander Bah para participar na partida, após um problema familiar durante a semana.

Sobre Aursnes, explicou que a opção partiu da equipa técnica e não se deveu a um motivo específico. Contando com o encontro com o Milan e o do fim de semana, o jogador faz seis partidas em 19 ou 20 dias, embora o técnico tenha ressalvado não ter presente o número exato. O norueguês regressou da seleção e trabalhou bem, mas acusou maior cansaço em alguns momentos, o que obrigou a avaliar várias questões.

A inexistência de outro lateral-direito no banco, ou de um central que pudesse ser adaptado à posição, também entrou nas contas. O Benfica acabou por precisar de Aursnes, numa escolha enquadrada na estratégia para a partida e no plano de treinos dos últimos dias. Marco Silva lembrou que o jogador acumulou muitos minutos no último mês e está mais do que preparado.

Quanto a Sudakov, o treinador sublinhou que, depois de tantas perguntas sobre golos e assistências, o jogador marcou precisamente num encontro em que esteve menos tempo em campo. Considerou o golo determinante para consolidar a superioridade da equipa e especialmente importante para o próprio jogador, que procurava esse momento há algum tempo. Mais do que um alívio, descreveu-o como um acontecimento de grande significado para Sudakov.

Sobre possíveis opções para o próximo encontro, Marco Silva deixou a hipótese em aberto. A prioridade passa por observar alguns jogadores que poderão atuar pela equipa B, antes de começar a preparar a partida de quinta-feira. Sem jogo no fim de semana, haverá uma semana limpa. A análise ao encontro, aos jogadores e ao adversário antecederá as decisões.

O técnico elogiou também os minutos de Claudio Echeverri, que entrou bem e acrescentou dinâmica à equipa. Assinalou três ou quatro ações intensas logo após a entrada, explicando que esses momentos podem provocar maior fadiga, algo normal em quem sai do banco. Destacou a assistência e uma grande oportunidade criada através de um excelente movimento. É esse contributo que espera do jogador, acreditando que irá melhorar com mais minutos e tempo de trabalho com o grupo.

A interrupção competitiva foi útil para alguns atletas, mas Marco Silva não fez um balanço positivo. Recordou que, após o resultado negativo no clássico, parar era o pior cenário, defendendo que a equipa tem de sentir esses resultados. Referiu a dificuldade de passar quase três semanas sem voltar a jogar perante os adeptos e sem poder conquistar mais três pontos.

Com 14 ou 15 jogadores ausentes, o treinador rejeitou que a equipa tivesse melhorado. Nesta partida, notou um cansaço diferente em alguns elementos. Explicou que os internacionais que jogam pelas seleções sentem menos essa alteração do que aqueles que ficam, sujeitos a rotinas distintas durante duas semanas. Ainda assim, reconheceu que é necessário aceitar o calendário e valorizou a importância de vencer de forma clara nesta fase, como aconteceu. A sua conclusão foi inequívoca: a equipa não está melhor do que há quinze dias.

Relativamente à saída de Bah, afastou qualquer ligação à lesão antiga. O lateral tinha pouca energia e alguma fadiga na coxa, tendo comunicado o desconforto antes de ser substituído. Marco Silva revelou que o jogador atravessara um dia muito difícil na véspera, devido a problemas familiares, mas assegurou que, felizmente, está tudo bem. Enalteceu a capacidade e a resiliência de Bah para estar com a equipa, deixando também uma referência a Banjaqui.

Por fim, explicou a distribuição dos centrais. Circati tem muito mais experiência à esquerda do que Tomás, que, mesmo na formação, atuou sobretudo à direita. O treinador recordou que Circati joga frequentemente à esquerda, tanto em linhas de três como de quatro, mas salientou a importância da construção na identidade da equipa.

A capacidade de Tomás para transportar a bola, progredir e fixar adversários motivou a opção de o colocar à esquerda. A intenção era manter Dahl mais fixo, dar liberdade a Bah e aproveitar Tomás por dentro para assegurar essas ações. Ambos os centrais são rápidos e podem chegar ao corredor quando necessário, pelo que a escolha esteve sobretudo relacionada com o jogo com bola.

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