Palhinha reage aos assobios em Alvalade e lembra que ficou na pior fase do Sporting

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Palhinha reage aos assobios em Alvalade e lembra que ficou na pior fase do Sporting

João Palhinha voltou a jogar pela Seleção Nacional quase um ano depois, no triunfo de Portugal diante do País de Gales, por 1-0, na Liga das Nações. O regresso aconteceu precisamente em Alvalade, meses após ter assinado pelo Benfica. Assobiado no estádio do antigo clube, o médio separou, na zona mista, os adeptos «racionais» dos «irracionais».

O internacional português garantiu que a reação das bancadas não o afetou. Recordou que João Mário também tinha criticado essa atitude, numa altura em que o próprio Palhinha representava o Fulham e ainda não jogava no Benfica. Na sua perspetiva, o episódio repete uma realidade que não atribui ao futebol em si, mas à forma como muitas pessoas vivem a modalidade, por vezes de maneira irracional. Ainda assim, sublinhou que mantém a consciência inteiramente tranquila.

Palhinha assegurou que dará sempre tudo pela Seleção, qualquer que seja o palco, tanto no Dragão como em Alvalade. Frisou que nada altera esse compromisso e que continua a ser especial jogar no estádio do Sporting. A história que construiu naquele clube, acrescentou, não é esquecida por causa das diferentes mentalidades. Mostrou-se, por isso, muito satisfeito por voltar à equipa nacional e pela vitória alcançada, lembrando que se seguem três encontros muito difíceis, nos quais Portugal terá de apresentar o seu melhor nível para atingir o objetivo.

Sobre o Mundial, o médio explicou que procura encontrar aspetos positivos mesmo nas circunstâncias que o deixam menos contente. Admitiu que gostaria de ter ficado na competição, mas salientou que, em contrapartida, pôde desfrutar de mais férias com a família e dedicar mais tempo aos filhos. Foi essa a parte boa que retirou da situação, tendo acompanhado e apoiado a Seleção de outra forma, sem deixar de respeitar plenamente as decisões do selecionador. Destacou, contudo, que o essencial é estar novamente entre os convocados, feliz por regressar e com o compromisso total de sempre.

Quanto ao Benfica, Palhinha afirmou estar extremamente feliz por representar o clube. Não quis, porém, falar sobre o que aconteceu anteriormente nem apresentar argumentos sobre essa situação, justificando que estava num contexto de Seleção e que aquele não era o momento adequado para o fazer. Reiterou a satisfação por vestir a camisola encarnada, ao mesmo tempo que assegurou manter o máximo respeito pelo Sporting.

Foi nesse contexto que distinguiu dois tipos de adeptos. Para o jogador, os «racionais» são os que recordam que permaneceu no Sporting no pior momento do clube, que deu sempre tudo e que manteve uma postura profissional. Sublinhou que é essa dedicação que valoriza acima de qualquer outra coisa. Já os «irracionais», considerou, limitam-se a olhar para o futebolista que agora representa o Benfica e a assobiá-lo, como aconteceu neste encontro. Perante essa reação, voltou a invocar a consciência tranquila de quem sempre se entregou ao clube.

Por fim, o médio prometeu continuar a dar o máximo, reconhecendo a qualidade existente não apenas na sua posição, mas em todos os setores da Seleção. Considerou que, se está entre os escolhidos, é porque acredita ter capacidade para contribuir no lugar que ocupa.

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