Rui Borges e os golos tardios: «Antigamente chamávamos o padre para benzer»

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Rui Borges e os golos tardios: «Antigamente chamávamos o padre para benzer»

Rui Borges fez a antevisão da deslocação do Sporting ao terreno do Sporting de Braga, marcada para as 20h15 de sexta-feira, na oitava jornada da Liga. Na conferência de imprensa realizada na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, o treinador abordou os dois empates consecutivos no campeonato e os golos sofridos na reta final dos encontros.

Questionado sobre esses resultados e sobre o facto de ainda não ter vencido o Sp. Braga nos três jogos em que o defrontou como treinador do Sporting, Borges salientou que se trata de épocas, partidas, jogadores e características diferentes. Reconheceu que os dois empates provocam alguma intranquilidade, mas afirmou ter sentido, nos últimos dias, uma equipa motivada, tranquila e determinada a dar uma grande resposta frente a um adversário de qualidade. O objetivo, sublinhou, é conquistar os três pontos, apesar das dificuldades esperadas.

As vantagens perdidas nos últimos minutos diante dos bracarenses também motivaram uma pergunta sobre se teria chamado os «ghostbusters» ao treino durante a semana e sobre como afastar essa situação. «Antigamente chamávamos o padre para benzer», respondeu, entre risos.

O técnico admitiu que sofrer golos perto do fim pode afetar os jogadores e a equipa, mas insistiu na necessidade de analisar a forma como esses lances acontecem. Recordou que, nos encontros da época passada, o Sporting sofreu dois penáltis aos 90 e tal minutos, eventualmente numa altura em que o Braga não estava a criar perigo.

Na sua análise, são situações muito ligadas ao momento e, por vezes, a ações individuais decididas em milésimos de segundo, que acabam por penalizar toda a equipa e o trabalho feito num jogo. Ainda assim, frisou que a responsabilidade será sempre do treinador e que a assume.

Sobre os golos sofridos nesta temporada, Borges apontou a segunda parte diante do Vitória como o único caso muito relacionado com aquilo que a equipa não conseguiu fazer. Considerou que o Sporting esteve bastante abaixo do exigido nesse período e permitiu ao adversário criar oportunidades.

Nos restantes encontros, atribuiu os golos a ações individuais que precisam de ser trabalhadas, e não a adversários que tivessem exposto constantemente o Sporting a pressão ou a situações de finalização. Defendeu, por isso, a necessidade de reagir, reforçar a confiança do grupo na sua qualidade e aumentar a concentração nos pequenos detalhes.

Por fim, confrontado com a possibilidade de ficar a nove pontos do líder caso não pontue em Braga, e se isso o afastaria da luta pelo título, manteve a atenção no objetivo imediato: «Considero que estamos a lutar pelos três pontos e esse é o único foco.»

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