Rui Borges garante que pressão não mudou e encara contestação com naturalidade
Rui Borges abordou a pressão e a contestação no Sporting durante a conferência de imprensa de antevisão à deslocação ao terreno do Sporting de Braga, a contar para a oitava jornada da Liga. Na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, o treinador dos leões projetou o encontro marcado para as 20h15 de sexta-feira e sublinhou a confiança que sente por parte do presidente.
Com o Sporting a seis pontos do líder, o técnico foi questionado sobre se está sujeito a uma pressão superior à habitual e se o voto de confiança dado por Frederico Varandas, no dia 21 de setembro, lhe proporciona maior conforto.
Na resposta, Rui Borges explicou que o apoio do presidente existe desde o primeiro dia e se manifesta diariamente, não estando limitado às declarações mais recentes. O treinador afirmou sentir-se bem no clube desde a sua chegada e salientou que a presença de Varandas junto da equipa demonstra aquilo que a estrutura pensa e sente sobre o trabalho desenvolvido pela equipa técnica.
Por isso, garantiu estar tranquilo em relação à confiança presidencial. Reconheceu, ainda assim, que é necessário saber lidar com os períodos em que as coisas não correm tão bem, mas assegurou que a pressão que sente é exatamente a mesma que sentiria se estivesse a vencer todos os jogos.
O treinador foi também confrontado com as palavras de Varandas no dia 21, à margem dos Portugal Football Globes, quando o presidente afirmou que quem não quiser enfrentar contestação está no sítio errado. Questionado sobre a possibilidade de um mau resultado em Braga e sobre uma eventual obrigação de responder ao apoio com vitórias, Rui Borges afastou a ideia de que esteja em causa retribuir um gesto.
O técnico explicou que procurar os melhores resultados é parte do seu trabalho e da exigência do Sporting. Fazer o melhor pelo clube e entrar em todos os encontros para vencer são, segundo frisou, as obrigações que orientam a sua atuação, independentemente de qualquer manifestação pública de confiança.
Rui Borges acrescentou que, sejam quais forem os resultados e o futuro, conhece o carinho que o presidente tem pela equipa técnica, associando-o à competência e ao reconhecimento dessa mesma competência. Um sentimento que, referiu, é visível desde o início e que nem sempre precisa de ser expresso por palavras. Ainda assim, considerou sempre importante sentir o apoio de quem integra a estrutura, sobretudo do presidente.
Sobre a contestação, recordou que, desde que iniciou a carreira de treinador, sabia qual era o seu papel e que pretendia ser treinador principal. Afirmou ter chegado ao Sporting com muita competência e manifestou a intenção de continuar o seu percurso da mesma forma, vincando que as críticas fazem parte da profissão e não o perturbam.
Voltando à reação dos adeptos, Rui Borges considerou a contestação natural no futebol em todo o mundo. Destacou a enorme exigência do Sporting e a responsabilidade de liderar a sua equipa, reconhecendo que haverá momentos em que essa contestação surgirá. Garantiu, porém, manter o foco no trabalho e na capacidade de ultrapassar fases menos positivas ao longo da carreira, e não apenas no clube leonino.
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