Thiago Silva e Roberto Assis associados a alegado esquema de diplomas falsos

Internacional
Thiago Silva e Roberto Assis associados a alegado esquema de diplomas falsos

Thiago Silva, antigo futebolista do FC Porto, e Roberto Assis, que representou o Sporting e é irmão de Ronaldinho Gaúcho, figuram entre os nomes ligados a um alegado esquema de comercialização de diplomas falsos de treinador de futebol.

Uma investigação desenvolvida pela jornalista Joanna de Assis ao longo de quase dois anos indica Alejandro Mancuso, antigo internacional argentino e ex-adjunto de Diego Maradona, como intermediário na obtenção de certificados que custavam cerca de 100 mil reais, equivalentes a quase 18 mil euros.

De acordo com a investigação, Mancuso propunha a jogadores e ex-futebolistas uma via rápida para conseguir quatro licenças da Associação de Treinadores do Futebol Argentino (AFTA): os níveis C, B, A e PRO. Os certificados seriam entregues por correio em até dez dias, dispensando os cerca de três anos de formação necessários no percurso habitual.

Mancuso identificava-se como diretor internacional da AFTA e assegurava que os responsáveis da instituição lhe tinham dado autorização para facilitar a emissão dos documentos. A investigação começou em 2024, após um jogador denunciar uma proposta que recebera do argentino.

Para além de Thiago Silva e Roberto Assis, são mencionados Roberto Carlos, Felipe Melo, Diego Lugano, Dejan Petkovic, Paolo Guerrero, Luiz Gustavo, Alex de Souza e Paulinho.

Durante uma operação policial em 2025, as autoridades argentinas localizaram seis licenças em nome de Felipe Melo, Lugano, Petkovic, Roberto Carlos, Guerrero e Roberto Assis. Os certificados tinham várias irregularidades, entre as quais datas anteriores à alegada emissão, assinaturas de dirigentes que já tinham deixado funções e códigos QR inválidos. O documento de Alex de Souza incluía a palavra «futsal» em vez de «fútbol».

A instituição argentina negou qualquer envolvimento no alegado esquema e assegurou que Mancuso nunca teve autorização para a representar. «A ATFA não reconhece qualquer gestão que o Sr. Mancuso tenha realizado ou alegado fazer em nome da entidade», esclareceu a organização, que considerou falsos os documentos.

Thiago Silva, que esteve no FC Porto na temporada passada, confirmou, por intermédio da sua assessoria, que pagou por cursos que não decorreram nos termos prometidos. O defesa recebeu os certificados em 2023, mas afirma que nunca recorreu a eles, por não ter conseguido verificar a sua autenticidade.

Outros envolvidos também se pronunciaram, entre eles Roberto Carlos. O brasileiro reconheceu ter recebido certificados e uma carteira profissional, mas garantiu que nunca os usou, uma vez que não tinha terminado a formação. Segundo a mesma investigação, Felipe Melo confrontou Mancuso e reclamou a devolução do montante pago.

Questionado sobre as acusações, Alejandro Mancuso rejeitou ter comercializado diplomas falsos e sustentou que apenas fornecia informações acerca dos procedimentos.

Queres saber isto antes de todos? Entra no grupo gratuito do Corvo Bets.

Entrar no grupo

Outras notícias