Vasco Botelho da Costa lamenta situação do Estoril e elogia resposta do Moreirense

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Vasco Botelho da Costa lamenta situação do Estoril e elogia resposta do Moreirense

Vasco Botelho da Costa analisou, em conferência de imprensa, a vitória do Moreirense sobre o Estoril, por 3-1. Perante os jornalistas, o treinador manifestou também o desejo de ver o adversário ultrapassar o momento que atravessa.

O técnico recordou que o Estoril é o seu clube e a sua casa, sublinhando o enorme carinho que sente por todos. Admitiu que lhe custa assistir à atual situação, mas mostrou-se convicto de que a equipa conseguirá recuperar, deixando claro que tem nele um adepto.

Sobre a exibição do Moreirense, considerou que a equipa foi muito competente na abordagem ao encontro e deu a resposta necessária. Referiu que o Estoril perde algumas bolas, mas salientou sobretudo a evolução dos seus jogadores com bola e a grande eficácia demonstrada para construir a vantagem.

Na sua análise, tratou-se de um encontro com algum perigo para um conjunto jovem e inexperiente como o seu. Depois da eficácia inicial, o Moreirense deixou de aproveitar as oportunidades, apesar de ter disposto de várias situações para resolver o jogo. Do outro lado, lembrou, estava uma equipa com jogadores capazes de criar ocasiões de golo, mesmo estando num momento de menor confiança.

Botelho da Costa reconheceu que o golo do Estoril poderia ter surgido mais cedo, mas rejeitou que tivesse havido incompetência e defendeu que as substituições não retiraram capacidade à equipa. Identificou aspetos a melhorar, explicando que o grupo enfrentou situações pelas quais ainda não tinha passado e com as quais terá de crescer. Acrescentou que não é habitual alcançar uma vantagem tão expressiva tão cedo. Muito satisfeito com a reação dos jogadores, frisou, contudo, que o Moreirense mantém os pés no chão e ainda está longe do patamar pretendido.

O treinador expressou igualmente a felicidade que sente ao olhar para um grupo ao qual reconhece muita qualidade. A propósito das relações em campo, explicou que, além da vantagem numérica, existe uma dimensão socioafetiva. Referiu-se a dois jogadores muito amigos, considerando natural procurar aproveitar essa ligação dentro do relvado, pelo entendimento que existe entre ambos. Entendeu que tudo correu muito bem para o conjunto, com vários jogadores num nível fantástico, numa prestação muito coletiva e segura.

Por fim, lembrou que a equipa continua em construção e que já se viram, em diversas ocasiões, conjuntos a facilitar. Observou ainda que os jogadores lançados durante os encontros encaram esses momentos como a única oportunidade para mostrar algo ao treinador. Destacou a seriedade do comportamento do Moreirense e disse estar satisfeito, dentro das suas expectativas, com a forma como a equipa atuou depois do 3-0. Ressalvou, porém, que a eficácia da segunda parte ficou abaixo da registada na fase inicial.

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