Vasco Seabra considera justo o triunfo do Rio Ave e elogia coragem e paixão

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Vasco Seabra considera justo o triunfo do Rio Ave e elogia coragem e paixão

Na conferência de imprensa, Vasco Seabra enalteceu a coragem e a paixão do Rio Ave, que regressou às vitórias em casa e jogou em inferioridade numérica durante quase toda a segunda parte. O técnico defendeu a justiça do resultado, embora tenha admitido que há ainda muito por melhorar, em particular na criação de situações de perigo no ataque.

Análise ao jogo

O treinador classificou o triunfo como importante e considerou que a equipa demonstrou coragem. Recordou que o Rio Ave atravessava um período complicado, sem ganhar em casa desde março, uma situação que trazia alguns receios. Perante um adversário que não procurou pressionar alto, explicou que houve poucos dias para preparar devidamente a reação à perda da bola.

Na leitura de Seabra, o golo sofrido na primeira parte apareceu contra a corrente do jogo, num momento em que faltava à equipa a agressividade necessária. Ainda assim, valorizou a resposta dos jogadores e o impulso que receberam das bancadas. O Rio Ave começou melhor a segunda parte, mas a expulsão acabou por condicionar a equipa, reforçando, ao mesmo tempo, a sua união.

O técnico explicou que procurou manter a estabilidade nos corredores sem abdicar de mecanismos para sair em transição. A estratégia acabou por beneficiar o Rio Ave, com alguns jogadores a acrescentarem qualidade quando tiveram espaço. Para Seabra, a vitória foi merecida pela maior paixão demonstrada, sublinhando que a equipa passou praticamente 45 minutos com menos um jogador.

Três golos num jogo, depois de apenas cinco até então

Questionado sobre os três golos marcados, quando a equipa somava apenas cinco até esse encontro, Seabra defendeu que todo o coletivo precisa de produzir mais para servir os jogadores da frente. Apontou Bezerra como exemplo, referindo a necessidade de o colocar mais perto da baliza e de dar mais apoio ao ataque para criar perigo junto do adversário.

O treinador salientou que as qualidades individuais devem surgir a partir de uma ideia coletiva e reconheceu que ainda há muito trabalho a fazer para tornar a equipa mais competitiva. Admitiu também ter sentido frustração em alguns momentos, explicando que é muito exigente com os jogadores porque pretende que tenham vontade de vencer e que arrisquem, mesmo sabendo que vão cometer erros. Essa frustração, acrescentou, resulta da qualidade que reconhece no grupo.

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