Defesa em alerta e Diogo Costa em noite difícil no triunfo da Seleção
Diogo Costa cumpriu a 51.ª internacionalização com a sua exibição menos conseguida por Portugal. Na noite de quinta-feira, em Copenhaga, o guarda-redes do FC Porto revelou dificuldades sobretudo na distribuição, um dos aspetos do seu jogo habitualmente elogiados. Segundo o SofaScore, recebeu uma classificação de 4.8 em 10, somando 12 passes falhados e 14 certos, além de 12 bolas longas sem sucesso.
No triunfo sobre a Dinamarca (4-2), Diogo Costa sofreu dois golos e realizou apenas uma defesa.
As dificuldades em Copenhaga, porém, não se limitaram ao guarda-redes. O central Renato Veiga (5.9) também ficou aquém de uma prestação razoável, expondo aquela que surge como a primeira fragilidade da era Jorge Jesus: a transição defensiva.
Portugal nunca esteve a perder, mas apenas manteve a baliza inviolada diante do País de Gales (1-0). A equipa voltou a permitir contra-ataques pelo corredor central, precisamente a origem do lance que deu o 2-2 em Copenhaga.
Contundente e promissora nas zonas mais adiantadas, a Seleção ainda tem aspetos defensivos a aperfeiçoar. Os próprios jogadores já reconheceram essa necessidade e admitem que os treinos na Cidade do Futebol lhes permitirão assimilar as ideias de Jorge Jesus.
Diante dos dinamarqueses, Portugal cometeu mais faltas (12), registou menos posse de bola, desarmes, defesas e duelos ganhos, superando o adversário apenas nas interceções (oito). Numa partida quase sempre equilibrada, a Seleção marcou quando assumiu o comando, sem conseguir, contudo, convencer no plano defensivo.
Portugal ocupa o primeiro lugar do Grupo A4 da Liga das Nações, com nove pontos, mais seis do que Noruega, Dinamarca e País de Gales. O próximo compromisso é a receção à Noruega, no Dragão, no domingo (19h45). Um empate pode ser suficiente para assegurar a presença nos quartos de final.
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