Gonçalo Brandão destaca crença do Belenenses desde o arranque frente ao Arouca

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Gonçalo Brandão destaca crença do Belenenses desde o arranque frente ao Arouca

Gonçalo Brandão, treinador do Belenenses, analisou a derrota frente ao Arouca, por 3-4, após prolongamento, no Estádio Nacional, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal.

O técnico sublinhou que a equipa acreditou desde o primeiro momento e considerou que essa confiança ficou demonstrada em campo. Reconheceu que esperava um encontro muito complicado diante do quinto classificado da I Liga, um adversário que pratica bom futebol, dispõe de individualidades de qualidade e está bem orientado. Apesar dessas dificuldades, o Belenenses manteve a convicção de que podia vencer, reforçada quando chegou à vantagem de 2-1. Sobre o empate a dois golos, descreveu uma sequência de ressaltos, com a bola a sobrar naquela zona, admitindo que nem conseguiu perceber quem marcou. Já o quarto golo deixou-o mais insatisfeito, porque a sua equipa tinha a posse e, no seu entender, precisava de continuar a mostrar personalidade. Embora reconhecendo que o cansaço prejudica a capacidade de decisão, defendeu que era necessário ter discernimento para evitar perder aquelas bolas. O Arouca acabou por chegar ao quarto golo na sequência de um lançamento lateral.

Brandão reconheceu também que os encontros da Liga 3 não apresentam a mesma intensidade dos jogos da I Liga. Recordou que o Belenenses vinha de um empate com o Mafra, a dois golos, particularmente exigente do ponto de vista físico. Explicou que a forma de jogar desse adversário obrigou a equipa a correr bastante e a pressionar alto. Durante a semana, vários jogadores ainda não tinham recuperado totalmente ao terceiro dia, demorando mais do que o habitual a restabelecer-se. Por isso, já antecipava dificuldades físicas caso a partida chegasse ao prolongamento. Ainda assim, elogiou os jogadores por terem resistido até ao fim, apesar das cãibras, e considerou que a equipa tentou tudo e deu tudo o que tinha. Terminou essa análise felicitando o Arouca.

Quanto ao local do encontro, o treinador afastou a ideia de que tivesse sido determinante para o desfecho. Admitiu que o cenário ideal seria jogar no Restelo, mas as condições do relvado levaram a equipa ao Estádio Nacional, um recinto que não lhe é estranho. Considerou que disputar a partida num campo neutro poderia facilitar a tarefa do Arouca, mas insistiu que não foi esse o motivo da derrota e que o Belenenses fez tudo para ganhar.

Sobre Afonso, explicou que o jogador sofreu uma joelhada na primeira parte. Antecipando que as dores aumentassem quando arrefecesse durante o intervalo, mandou de imediato Diogo Maria aquecer. Afonso ainda procurou continuar, mas, quando subia as escadas, avisou que não teria condições para o fazer.

O técnico referiu ainda o desgaste de Leitão e explicou que, neste momento, Bruninho é o único extremo de raiz disponível, obrigando a adaptações. Elogiou a exibição de Leitão, sobretudo no plano tático. Apesar de não ser a posição em que mais gosta de o ver, considerou que os grandes jogadores conseguem atuar em qualquer lugar do campo e incluiu Leitão nesse grupo.

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