João Simões considera que a concorrência eleva o nível no Sporting
João Simões, médio do Sporting, projetou a visita aos franceses do Lens, referente à segunda ronda da Liga dos Campeões. A partida está agendada para as 17h45 desta terça-feira, no Estádio Bollaert-Delelis.
O jogador começou por manifestar a satisfação por voltar a integrar a equipa depois de ter estado lesionado. Sublinhou que ninguém gosta de passar por essa situação e que, no seu caso, o gosto pelo futebol torna o regresso particularmente especial. Independentemente de se tratar de um encontro da Taça, do campeonato ou da Champions, garantiu que a concentração não muda: a intenção é conquistar os três pontos e realizar uma boa exibição.
Sobre o adversário, Simões explicou que o Sporting estudou o Lens e conhece os seus pontos fortes. Reconheceu que a posição dos franceses exige qualidade, visível nos dados que têm apresentado no campeonato e nos títulos conquistados diante de grandes equipas. Ainda assim, mostrou confiança na preparação dos leões e na capacidade de darem tudo pela vitória. Quanto à possibilidade de ser um jogo de trincheiras, lembrou a imprevisibilidade do futebol, deixando essa resposta para o dia da partida.
O médio salientou também que a responsabilidade de representar o Sporting é enorme e não depende do tempo de permanência no clube, sejam três, quatro ou dez anos. Afirmou conhecer, tal como os companheiros, a história e a dimensão dos leões, pelo que a exigência é igual para quem já estava e para quem acabou de chegar. Acrescentou que todos os reforços foram bem recebidos e que a integração se torna mais simples quando os jogadores chegam dispostos a trabalhar e a ajudar.
Na perspetiva de Simões, a concorrência é positiva: quanto mais complicada for a escolha do treinador, melhor será para o grupo. Essa disputa obriga-o, assim como aos colegas, a jogar melhor e revela que o nível é elevado. Considera, por isso, que se trata de um bom sinal, mantendo todos a mesma concentração e o propósito comum de ajudar o Sporting, algo que não mudará neste encontro.
Ao recordar o período de lesão, admitiu ter mudado e assinalou que quem o acompanhou de perto sabe como foi difícil. Disse ter-se tornado mais tranquilo e paciente, percebendo que há muitas coisas que não consegue controlar. Apesar das dificuldades, prefere olhar para o lado positivo e encarar esta etapa como parte do processo, uma aprendizagem que acredita que o tornará mais forte no futuro.
Jogar fora representa, para o médio, um grande desafio, pela qualidade das equipas e pelos ambientes encontrados. Antecipa esse cenário num estádio com capacidade para 38 mil pessoas, mas assegurou que o Sporting estará preparado, lembrando a experiência da época passada frente a grandes adversários. Reconheceu que atuar em casa ajuda muito mais graças ao apoio dos adeptos, embora tenha reforçado que, fora, o foco e o objetivo continuam a ser ganhar.
Questionado sobre jogar com três no meio-campo, afastou a ideia de avaliar a situação pelo benefício individual. Reiterou que está disponível para ajudar, seja com um, dois ou três, e que esse sistema não altera a vontade de todos contribuírem para a equipa.
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