Liga Europa: Benfica acelera após o intervalo e goleia Omonia por 4-1

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Liga Europa: Benfica acelera após o intervalo e goleia Omonia por 4-1

O Benfica tem sido dominador nas primeiras partes de grande parte dos seus encontros, deixando depois fugir algum controlo, mas em casa do Omonia aconteceu precisamente o contrário. Os encarnados venceram os cipriotas por 4-1, embora tenham chegado ao descanso empatados. Se tivessem repetido o rendimento dos primeiros 45 minutos, os comandados de Marco Silva não teriam saído de Nicósia com nove pontos em três jornadas da fase de liga da Liga Europa.

Na deslocação a Chipre, o Benfica fez sete alterações em relação ao encontro com o Celtic. Manu Silva constituiu a maior novidade, num meio-campo condicionado por lesões — e Marco Silva até trouxe notícias negativas sobre Leandro Barreiro.

Apesar de um início pouco intenso, os encarnados mostraram-se superiores ao Omonia nos minutos iniciais. Antes de se completar o primeiro quarto de hora, adiantaram-se no marcador: Fredrik Aursnes cruzou, Claudio Echeverri cabeceou e a bola desviou em Loic Nego.

As águias estavam assim em vantagem em Nicósia, numa altura em que pareciam ter a partida controlada. Contudo, acabaram por dar confiança ao adversário. A partir de meados da primeira parte, o Benfica começou a perder o domínio do encontro.

A intensidade baixou, as disputas de bola passaram a ser abordadas com pouca firmeza e tornou-se mais difícil descobrir caminhos para superar o bloco compacto que os cipriotas montavam à entrada da área.

O Omonia já tinha testado Trubin com um par de remates de longe, mas aproveitou a primeira ocasião clara para igualar. A insistência pelo lado direito da defesa benfiquista acabou por dar resultado perto do intervalo. Montnor ultrapassou Alexander Bah com facilidade e cruzou para Kakoullis, que se adiantou a El Karouani e fez o 1-1. Os dois laterais encarnados estiveram mal na jogada.

O empate premiava uma boa combinação dos cipriotas e deixava tudo em aberto para a segunda parte, depois de o Benfica ter permitido a reação do adversário.

A conversa de Marco Silva no balneário teve o efeito pretendido. No regresso ao relvado, surgiu um Benfica diferente, mais agressivo, capaz de pressionar alto e de imprimir velocidade às ações ofensivas.

O recomeço dificilmente poderia ter sido mais favorável aos encarnados, que voltaram à frente apenas quatro minutos depois do intervalo. Echeverri participou novamente no lance, enviando a bola para a área. Depois de Aursnes e Bah não conseguirem finalizar, Pavlidis apareceu para encostar.

O avançado chegou ao 16.º golo da temporada e recolocou o Benfica em vantagem, dando expressão no resultado à mudança de atitude da equipa.

Desta vez, os encarnados mantiveram a intensidade. Instalaram-se no meio-campo contrário, impuseram o andamento da partida e deixaram os cipriotas sem espaço para respirar.

A pressão acabou por render novo golo perto da entrada no último quarto de hora. Sob o aperto benfiquista, o Omonia ofereceu a bola a Fredrik Aursnes, que se encontrava dentro da área adversária e rematou de primeira para marcar.

O capitão assinava o terceiro golo das águias e deixava o encontro, agora sim, bem encaminhado para o Benfica. A partir daí, o ritmo baixou consideravelmente.

Esse cenário acabou por favorecer Dodi Lukebakio. O belga tinha acabado de ser lançado quando, a cinco minutos dos 90, uma recuperação de bola lhe permitiu encontrar espaço para avançar. Deixou dois adversários para trás e assistiu Gianluca Prestianni, que fixou a goleada.

A arrancada de Lukebakio terminou, assim, com a oferta do quarto golo ao argentino, fechando uma segunda parte de claro domínio encarnado.

O Benfica levou tempo a impor-se em Chipre, mas continua a avançar sem sobressaltos na Liga Europa. Soma três triunfos consecutivos no arranque da prova, um registo sem precedentes na história do clube em competições europeias.

Marco Silva acabou por conceder ao argentino a oportunidade que os poucos minutos anteriores já vinham a justificar. Emprestado pelo Manchester City ao Benfica, o médio teve intervenção direta no primeiro golo e contribuiu também para desfazer a igualdade, com uma bola bem colocada na área.

O lance do 3-1 resume o que se viu depois do descanso: um Benfica a pressionar de forma sufocante, um Omonia incapaz de sair com facilidade do seu meio-campo e uma perda de bola aproveitada por Aursnes para dar tranquilidade à equipa.

No regresso à competição ao fim de dois meses, mais do que a ausência de ritmo, sobressaíram as escolhas erradas com bola, traduzidas em vários passes falhados na primeira parte em zonas comprometedoras.

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