Nacional-Sp. Braga, 1-0: Baeza trava série de derrotas dos madeirenses

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Nacional-Sp. Braga, 1-0: Baeza trava série de derrotas dos madeirenses

O Nacional encontrou no momento igualmente difícil do Sp. Braga uma oportunidade para reagir à crise. Na Choupana, os madeirenses venceram por 1-0, terminaram uma sequência de sete derrotas consecutivas em todas as competições e conquistaram três pontos importantes na luta pela permanência na Liga.

Miguel Baeza assinou o único golo da partida, perante um adversário que tenta recuperar terreno na discussão dos lugares cimeiros. Para os minhotos, foi mais um resultado negativo, agora no primeiro jogo de Franclim Carvalho no campeonato.

Frente a frente estavam duas equipas em processo de mudança. Franclim Carvalho sucedeu a Carlos Vicens no comando do Sp. Braga e apresentou-se na Liga depois de uma estreia vitoriosa na Liga Conferência. No Nacional, Bruno Abreu voltou a assumir funções interinas após a saída de Alexandre Santos, que abandonou o clube com quatro derrotas em quatro encontros. O técnico dos sub-19 já tinha dirigido a equipa principal na visita ao Sporting, em Alvalade, após a saída de João Gião, à quinta jornada.

Entretanto anunciado como próximo treinador dos alvinegros, João Henriques assistiu à partida nas bancadas.

O encontro começou com motivos de interesse. O Sp. Braga tomou mais vezes a iniciativa, mas o Nacional mostrou capacidade para ameaçar sempre que encontrava espaço para sair com a bola controlada. As duas formações procuravam a baliza contrária, embora nem sempre escolhessem a melhor solução no último terço.

Com o passar dos minutos, o equilíbrio tornou-se mais evidente e os insulares descobriram caminhos para explorar em transição. Aos 19 minutos, uma boa combinação coletiva colocou-os na frente: Song Min-kyu encontrou Miguel Baeza à entrada da área e o espanhol disparou rasteiro, sem possibilidades de defesa para o guarda-redes bracarense.

A validação do lance demorou vários minutos. Primeiro, houve a análise do VAR; depois, José Bessa foi ao monitor. O árbitro manteve a decisão tomada inicialmente e confirmou o golo que acabaria por decidir a partida.

Em desvantagem, os arsenalistas procuraram aumentar o ritmo, mas faltaram-lhes ideias para ultrapassar a estrutura defensiva madeirense. A reação foi pouco expressiva e encontrou sucessivamente pela frente um Nacional seguro. Apesar de estar no penúltimo lugar e trazer uma série de sete derrotas, a equipa da casa protagonizou, nos primeiros 45 minutos, uma das suas melhores exibições da época.

Franclim Carvalho decidiu intervir logo ao intervalo, fazendo três substituições. João Moutinho, Mario Dorgeles e Gabri Martínez renderam Gorby, Tommy Marqués e Gabriel Silva, com o objetivo de acrescentar energia e criatividade ao futebol bracarense.

As mudanças deram maior vivacidade ao Sp. Braga, que passou a permanecer mais tempo no meio-campo contrário e a construir lances perigosos. Ainda assim, o Nacional continuou a encontrar espaço para atacar as costas da defesa minhota. Stavros Gavriel ficou perto de ampliar a vantagem, mas Bernardo Fontes impediu o golo com uma boa intervenção. Na outra área, a pressão bracarense crescia e, aos 70 minutos, Fran Navarro rematou ao travessão, num dos lances em que a igualdade esteve mais próxima.

Os madeirenses responderam com uma saída rápida para o ataque, mas Deivison não deu o melhor seguimento a uma jogada que poderia ter trazido maior tranquilidade à equipa. Pouco depois, surgiu nova ameaça alvinegra: na sequência de um livre descaído para a direita, Zé Vítor esteve perto de marcar, num lance confuso dentro da área do Sp. Braga.

A reta final foi disputada a um ritmo frenético. Depois de suportar a pressão adversária durante largos períodos da segunda parte, o Nacional voltou a ganhar protagonismo e usou as transições rápidas para manter os minhotos em alerta. Nessa altura, a formação de Bruno Abreu parecia estar mais perto do segundo golo do que o Sp. Braga de restabelecer a igualdade.

O resultado, porém, não sofreu alterações. O Nacional preservou uma vitória importante e colocou um ponto final na série negativa. Bruno Abreu entregou a equipa a João Henriques depois de uma prestação de personalidade, enquanto o Sp. Braga de Franclim Carvalho voltou a evidenciar no campeonato dificuldades semelhantes às que tinham marcado o início de temporada com Carlos Vicens.

O contributo de Miguel Baeza esteve longe de se resumir ao golo. O espanhol destacou-se no meio-campo alvinegro e juntou o momento decisivo a uma exibição bem conseguida. Ao longo do encontro, foi um dos jogadores mais lúcidos e regulares da equipa. Mesmo sem recorrer sempre a soluções vistosas, terminou com um balanço claramente positivo.

O lance que resolveu a partida nasceu de uma boa construção coletiva do Nacional. Song Min-kyu serviu Baeza em posição favorável à entrada da grande área e o médio espanhol respondeu com um remate rasteiro para o fundo das redes. Apesar da longa espera pela confirmação, o golo acabou por contar e deu novo impulso aos madeirenses no regresso às vitórias. Para o Sp. Braga, que procura encontrar outro rumo com Franclim Carvalho, representou um duro golpe.

Num duelo entre duas equipas a atravessar crises de resultados, não faltaram bons momentos de futebol. Houve disputa desde os minutos iniciais e emoção até ao fim, com as bancadas ao rubro. A primeira parte ofereceu aos adeptos do Nacional os melhores 45 minutos da sua equipa nesta temporada, enquanto a reação bracarense após o intervalo, já com João Moutinho em campo, ficou acima do que os visitantes tinham mostrado antes de irem para os balneários. No desfecho, os alvinegros conseguiram contrariar a crise, ao passo que os minhotos continuam à procura de recuperação na longa caminhada do campeonato.

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