Ricardo Silva atribui mérito do triunfo aos jogadores e elogia resposta do Famalicão

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Ricardo Silva atribui mérito do triunfo aos jogadores e elogia resposta do Famalicão

Ricardo Silva ficou muito satisfeito com a reação do Famalicão diante do Rio Ave. O treinador interino realçou a união e a solidariedade do grupo, bem como a forma como os jogadores transportaram para o jogo o que tinham preparado ao longo da semana. Reconheceu que não antecipava um resultado tão dilatado, embora estivesse confiante numa boa prestação, e entregou aos futebolistas todo o mérito pela vitória. Quanto à continuidade à frente da equipa, afirmou que aceitará a decisão da administração, mantendo a mesma dedicação ao clube. Sublinhou também o peso dos dois golos de Óscar Aranda na recuperação da confiança do avançado, depois de um período prolongado condicionado por problemas físicos.

A avaliação da partida

Na análise ao encontro, o técnico considerou que dificilmente poderia ter recebido uma reação melhor dos jogadores. Manifestou grande satisfação pela força demonstrada pela equipa e pela resposta ao que a equipa técnica procurou transmitir e trabalhar durante a semana. Entendeu que o triunfo foi também uma consequência da qualidade da prestação do grupo, que devolveu aos adeptos a confiança e o entusiasmo de se deslocarem ao estádio para apoiar o Famalicão.

Um resultado acima das expectativas

Ricardo Silva recordou que, na véspera, tinha assinalado os diferentes momentos das duas equipas na temporada. O Rio Ave chegava motivado por duas vitórias, enquanto o Famalicão atravessava uma fase de resultados menos conseguidos. Ainda assim, salientou que os jogadores compreenderam muito bem a preparação feita durante a semana e responderam de forma a transmitir confiança numa reação positiva, tanto ao próprio treinador como a quem acompanhou a partida.

Admitiu, sem esconder, que não esperava aquele resultado. A resposta da equipa, porém, era precisamente a que antecipava: estava convicto de que os jogadores reagiriam daquela maneira. A expressão do triunfo acabou por reforçar essa certeza, mas o que a equipa apresentou em campo não constituiu uma surpresa para o técnico. A diferença esteve no resultado, que ultrapassou aquilo que julgava ser possível alcançar.

O mérito dos jogadores

Questionado sobre a parte do triunfo que lhe cabia e a que poderia ser atribuída a Carlos Carvalhal, o treinador interino afastou o protagonismo de ambos. Defendeu que a vitória pertencia por inteiro aos jogadores, pelo trabalho realizado e por terem acreditado na ideia que lhes foi apresentada. Reforçou que foram os futebolistas a ganhar o encontro, e não ele ou Carlos Carvalhal.

A continuidade no comando técnico

Sobre a vontade de permanecer à frente da equipa depois desta exibição, Ricardo Silva explicou que o resultado lhe trouxe uma enorme alegria e a sensação de ter cumprido o seu dever. Enquanto interino, entende que a sua missão passa por levar os jogadores a acreditarem nas próprias capacidades e na competência que têm para encontrar soluções para os problemas.

Garantiu estar tranquilo quanto ao que a administração decidir, por confiar que qualquer escolha será feita em função do futuro do Famalicão e do interesse do clube. Mostrou-se disponível para continuar a trabalhar, quer no lugar que ocupa atualmente, quer noutras funções. Salientou até que prefere ser identificado como treinador interino, por estar apenas neste momento à frente da equipa.

Acrescentou que cabe à administração escolher o caminho que considerar mais adequado. Independentemente dessa opção, assegurou que manterá o mesmo empenho, dedicação e esforço. Também a sua relação com os jogadores e a forma como os tratará permanecerão iguais.

Os dois golos de Óscar Aranda

Perante a questão sobre se Aranda seria um talismã para si, Ricardo Silva manifestou sobretudo felicidade pelo avançado. Lembrou que as suas capacidades e qualidades são conhecidas e que o próprio sabia ser capaz de marcar aquele golo. Antes de entrar, recebeu a indicação de que seria naquela zona que poderia fazer golos e assumir importância para a equipa.

O técnico destacou como pontos fortes a ligação de Aranda ao jogo, a procura de combinações com os colegas e a sua participação coletiva. Sublinhou que, depois das dificuldades que atravessou, o jogador precisa de momentos como este para fortalecer a confiança. Recordou que um afastamento tão prolongado exige tempo de recuperação e que não se pode esperar que, de um dia para o outro, consiga mostrar tudo o que sabe fazer e tudo aquilo de que a estrutura acredita que é capaz.

Esse percurso levará tempo, algo de que o próprio avançado tem consciência. Ricardo Silva destacou a enorme vontade com que Aranda entrou para jogar cerca de dez minutos, traduzida nos dois golos que marcou. Para o treinador, o jogador está identificado com o trabalho da equipa e comprometido com o processo.

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