Oliveira do Hospital nega acusações de racismo de antigo guarda-redes do Alverca
O Oliveira do Hospital negou, esta quarta-feira, as acusações de racismo e xenofobia apresentadas por Mateus Mendes, ex-guarda-redes do Alverca B, após os incidentes no encontro de domingo entre as duas equipas, relativo à quinta jornada da série 3 do Campeonato de Portugal. Num comunicado, a SAD do clube, que ganhou a partida por 3-1, afirmou não dispor de elementos que comprovem as denúncias e contrariou o relato do jogador.
«O FCOH SAD rejeita categoricamente as acusações de racismo e xenofobia dirigidas a qualquer atleta do seu plantel, as quais não encontram correspondência nos elementos de que dispõe. Uma versão publicamente divulgada não é um facto demonstrado», assinala a nota oficial.
Mateus Mendes denunciou alegados insultos racistas no decorrer da partida, situando os episódios por volta dos 90+4 minutos e garantindo que várias pessoas os testemunharam. O Oliveira do Hospital rejeita esse relato e reclama a apresentação de provas por parte do guarda-redes.
«É falso que tal tenha acontecido. O atleta vai, necessariamente, em sede própria, ter de provar o que alega, pois passou agora a pôr em causa, também, o bom nome da instituição e dos seus atletas», sustenta a SAD no comunicado.
Segundo o Oliveira do Hospital, o relatório da equipa de arbitragem não faz referência a qualquer episódio racista ou xenófobo. «Nem os elementos da equipa de arbitragem, nem as forças de segurança, nem qualquer atleta ou elemento do staff ou da Direção do FCOH SAD ouviu ou presenciou quaisquer expressões dessa natureza», prossegue a nota.
Sobre os confrontos no final da partida, o clube acusa Mateus Mendes de ter agredido dois jogadores da sua equipa depois do apito final. «Conforme consta do referido relatório e foi presenciado por diversos elementos de ambas as equipas e público presente, o atleta em causa agrediu violentamente não um mas dois atletas do FCOH SAD. As agressões ocorreram já após o apito final, quando os intervenientes trocavam os habituais cumprimentos de final de jogo», indica.
A SAD expressou solidariedade com os atletas envolvidos e assegurou que lhes dará o apoio necessário. Voltou também a condenar todas as formas de discriminação, salientando a presença de diferentes nacionalidades, origens e etnias no plantel. «O respeito mútuo, a igualdade e a inclusão são princípios que exigimos diariamente a todos os que nos representam e pelos quais continuaremos a pautar a nossa atenção», sublinhou.
Na parte final do comunicado, o Oliveira do Hospital deixou uma palavra sobre o Alverca. «Sentimos esse mesmo respeito e a defesa desses mesmos valores por parte do FC Alverca». A concluir, o clube afirmou: «O futebol exige compromisso com a verdade, é esta a nossa posição».
O caso tornou-se público depois de Mateus Mendes ter denunciado alegados insultos racistas durante o jogo e de o Alverca ter comunicado a rescisão do contrato com o guarda-redes, na sequência dos incidentes ocorridos após a partida.
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