Bósnia homenageia Dzeko antes do adeus do «Diamante» à seleção
Edin Dzeko vai envergar esta sexta-feira, pela última vez, a camisola da Bósnia e Herzegovina.
O capitão, de 40 anos, diz adeus à seleção no encontro com a Suécia, no Estádio Bilino Polje, em Zenica. Chega assim ao fim um percurso internacional que começou em 2007 e tornou o avançado na grande referência de uma geração do futebol bósnio.
Foi no início de setembro que Dzeko revelou que o jogo diante dos suecos marcaria a sua despedida. «Nada na minha carreira alguma vez se comparou ao orgulho que senti de cada vez que vesti aquela camisola», escreveu então. O atacante justificou que era altura de «dar um passo para o lado» e recordou que só conseguiu representar a seleção até aos 40 anos por ter dado tudo o que tinha «todas as vezes».
O adeus surge quase duas décadas após a estreia na equipa principal, contra a Turquia, em junho de 2007. Dzeko apresenta-se para o último encontro como o jogador com mais internacionalizações e golos na história da Bósnia e Herzegovina. Embora existam diferenças entre as várias bases estatísticas na contagem de alguns jogos e golos, a Federação Bósnia reconhece-o oficialmente como detentor de ambos os recordes.
A marca que deixa, porém, não se resume às estatísticas. Dzeko esteve entre os protagonistas da seleção que apurou a Bósnia para o Mundial de 2014, a primeira presença do país numa grande competição desde a independência. Mais de dez anos volvidos, manteve-se à frente da equipa que voltou a chegar a um Campeonato do Mundo em 2026. «A qualificação para o nosso primeiro Mundial, em 2014, continua a ser um dos momentos mais felizes da minha vida como futebolista», afirmou o capitão bósnio.
Ainda antes do início da partida, o país já começou a prestar-lhe tributo. Em Sarajevo, foi instalado num edifício perto da Chama Eterna, um dos lugares mais emblemáticos da capital, um número 11 de grandes dimensões com a imagem do avançado. A acompanhar está a frase «Obrigado, Diamante», numa alusão à alcunha de Dzeko na Bósnia.
Também os restaurantes da cidade se associaram à homenagem. Alguns anunciaram que, nesta sexta-feira, as habituais doses de dez ćevapi teriam uma 11.ª unidade gratuita, evocando o número usado por Dzeko ao serviço da seleção.
«É assim que quero viver a minha última noite a representar o meu país, com todos vocês ao meu lado, a vestir a camisola que amo desde criança e que vou amar para o resto da minha vida», escreveu ao comunicar a decisão.
À entrada para a terceira jornada da Liga das Nações, a Bósnia soma quatro pontos, fruto do empate diante da Polónia (0-0) e do triunfo na Roménia (4-2). Pela frente terá a Suécia, líder do grupo com seis pontos.
Dzeko assumiu a vontade de terminar este capítulo com uma vitória: «Sei que fiz o melhor que podia pela seleção. Dei tudo o que tinha. É por isso que saio feliz e satisfeito.»
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